sábado, 27 de agosto de 2011

Brasil cresce e sua imagem decresce!

Acabo de ler uma reportagem revoltante, do escritor Francis Levy que está lançando o livro " Seven days in Rio", no qual segundo o site do jornal o globo classifica o Rio de Janeiro como capital do Sexo e o define como o lugar onde o número de prostitutas é igual ao número de ratos no metrô de N.Y.
Americanos comparando o Brasil como o lugar da bagunça e ofendendo as mulheres daqui, não é novo. Mas é impossível ler uma reportagem dessas e não se revoltar mais uma vez.
Além de que esse escritor justificou sua imprudência dizendo que tudo é ficção, comédia. Para mim a ficção tem limites, porque nesse caso foi mais fácil usar a mente brincalhona para por em um livro os pensamentos sórdidos e preconceituosos gerados por uma falsa cultura que até hoje nos assombra. Um escritor de ficção, ao meu ver, não pode simplesmente ignorar os seus próprios ideais e se esconder na "inocente" imaginação.Há uma nação inteira envolvida em algo que a mente dele criou para algo ruim. Porque um livro não é um diário, é algo que milhares de pessoas lerão, e via de regra concordaram com o que ele escreve, já que um escritor muitas das vezes é uma referência de vida e experiência para os leitores. É aí onde mora um dos problemas dessa situação. Um livro como esse faz sim, independente de ser ficção, apologia ao turismo sexual, a violência contra mulher.
A fama da mulher brasileira ser isso o aquilo, é fama. Não quer dizer que seja. E mesmo se fosse ninguém pode derespeitar ninguém, muito menos publicar um livro vulgarizando e generalizando uma raça inteira.
Ainda, a culpa não é do imaginário perante as paisagens e as mulheres brasileiras, mas sim da postura que o próprio Brasil teve e ainda tem com essa relação Brasil- exterior. O turismo foi propagado pelas bundas das mulheres nos cartões postais. O cinema brasileiro sempre insiste em produzir e enviar para o exterior histórias de violência e pobreza em extremo. O Brasil permitiu que uma equipe estrangeira cinematográfica vinhesse para cá gravasse um longa aqui mesmo, falando mal do próprio Brasil.
Não que a culpa não gire também nos criadores de histórias que falam mal do Brasil, mas é toda uma cultura, uma imagem sustentada por quem quer tirar lucro, por quem quer qualificar de qualquer forma a mulher brasileira, por escritores perturbados que querem além de vender, querem unificar sua idéia incerta.
O Brasil pode ser um País sensual, de mulheres bonitas, mas respeito e proteção é o mínimo que nós merecemos.
Será que algo será feito? Acredito que não. Pois essa é mais uma obra que contradiz a real situação. Enquanto o Brasil cresce, sua imagem cada vez mais decresce, e há ainda quem concorde e aplauda.




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